Avós transmontanas abrem as portas para partilhar memórias e saberes

Projeto “Viva@vó” pretende criar no meio académico um novo produto turístico para as aldeias do distrito de Bragança. Maria da Graça Afonso de 76 anos, antiga professora primária, natural e residente em Agrochão, no concelho de Vinhais, e é uma das avós do projeto “Viva@Vó” da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela (EsACT) do Instituto Politécnico de Bragança.

Entrou nesta aventura pelo amor à terra e por considerar “muito importante fazer o levantamento do património, sobretudo imaterial, para que nada se perca e fique como um tesouro vivo para os mais novos”.

Maria da Graça recebe a Renascença vestida a preceito, como uma mulher do campo transmontana, onde não falta o típico lenço na cabeça. Tem diante de si a sua ‘relíquia’: mais de 300 páginas A4 com receitas, lendas, cantigas e estórias que tem vindo a recolher e a atualizar.

Quando foi contactada para integrar o projeto, Maria da Graça pensou que era para partilhar “as receitas de culinária” que foi recolhendo ao longo dos tempos, mas, depois, percebeu que era “algo muito maior” e passava por “atrair turistas à terra e partilhar memórias e tradições”.

“Abracei o projeto com muita alegria porque o que eu mais quero é que nada se perca do que me deixaram os meus antepassados, os hábitos, os costumes”, conta à Renascença.